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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, T, Mulher, de 02 a 04 anos, Portuguese, Livros MSN -
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Teologia e espiritualidade na voragem da modernidade Rui Luis Rodrigues A preocupação que norteou a escrita dos ensaios reunidos em Realização do homem, realização de Deus foi, sobretudo, a busca por uma nova perspectiva na qual teologia e espiritualidade pudessem ser enfocadas adequadamente, sem o peso de tantos pressupostos que, ao longo do tempo, acabaram por colocar esses termos em campos quase opostos. Teologia é necessariamente reflexão humana e tarefa inacabada. Trata-se de um trabalho que a razão humana desenvolve sobre os dados da Revelação consignados nas Escrituras e na experiência. Não faz sentido pensar a teologia senão dessa forma; a alternativa, sumamente perigosa, é tê-la como produto acabado, numa confusão de papéis que faz a teologia assumir o lugar da própria Revelação. A Teologia procura compreender as dinâmicas pelas quais esses diferentes testemunhos sobre a Verdade (entendida sempre como realidade pessoal e relacional) foram produzidos e consignados; procura refletir sobre esses testemunhos, agrupando suas percepções em torno de eixos interpretativos. É, assim, esforço humano; e, portanto, esforço histórica e culturalmente condicionado. A Teologia é sempre relativa! Por força disso, só faz sentido num contexto de diálogo, onde as perspectivas de determinada teologia possam ser discutidas à luz de outras construções teológicas. Já não podemos mais acreditar em teologias “absolutas”, que absolutizam sua própria compreensão, seu viés específico de análise. Consequentemente, teologia é tarefa inacabada. Não pode haver um sistema teológico definitivo, pela simples razão de que os contextos históricos – que produzem as teologias, na medida em que esse esforço racional sempre é histórico e historicamente condicionado – mudam; transformam-se. Uma Teologia definitiva, absoluta portanto, só faria sentido na trans-história, não na história! Esta percepção se estende, necessariamente, ao trabalho dogmático. Isto já está implícito no que afirmei; desdobro apenas para frisar. As construções dogmáticas são historicamente condicionadas; portanto, a tradução da fé em novos contextos históricos e culturais exige que o edifício dogmático seja constantemente reformado. Nada mais adequado, aliás, para quem crê que Ecclesia reformata semper reformanda! Não basta repetir, para o público do século XXI, os termos das controvérsias cristológicas do século V; isso nos obrigaria a primeiro levar o homem do século XXI a pensar como neoplatônico, para então conseguir compreender a cristologia de Calcedônia, com suas hipóstases, suas naturezas, sua consubstancialidade. O que é necessário é traduzir a fé para o nosso contexto, sem a obrigação de responder a perguntas que não estão mais sendo feitas, mas com a obrigação incontornável de responder às perguntas que são relevantes em nossa própria época! Quando falamos em espiritualidade (definamos: formas específicas de vivência da experiência de fé; nesse sentido, patrimônio de toda a religiosidade humana; o que nos interessa no momento são as espiritualidades cristãs), precisamos encarar o fato de que falamos de uma realidade também histórica. As formas de espiritualidade surgem em momentos históricos definidos e respondendo a questões colocadas por esses momentos. A espiritualidade dos padres do deserto surgiu no século III como resposta a uma demanda específica: uma reação ao ambiente fortemente urbano do Império romano do Oriente, ambiente no qual a Igreja se sentia plenamente integrada (a espiritualidade do deserto foi, portanto, uma espiritualidade de protesto em relação a essa Igreja); a espiritualidade franciscana, por sua vez, surgiu no século XIII, num contexto de renascimento urbano na Europa ocidental, como forma de responder, de forma igualmente crítica, aos desafios colocados por esse crescimento urbano (em especial o problema da pobreza). No entanto, enquanto na prática a espiritualidade do deserto era uma espiritualidade marcada pelo retirar-se do mundo, a espiritualidade franciscana era caracterizada pela vivência da espiritualidade no meio da realidade mundana. Se as formas de espiritualidade são históricas, também não podem ser absolutizadas. A rigor, viver a espiritualidade do deserto, ou a espiritualidade franciscana, não é possível fora de seus contextos geradores. O que mostra que, ainda que essas espiritualidades possam continuar válidas em suas intuições básicas, precisam ser constantemente redefinidas para continuar a ser relevantes em novos contextos históricos. Nesse sentido (e apenas como exemplo a ser citado), a espiritualidade franciscana redefiniu-se, no contexto latino-americano e especialmente brasileiro do final do século XX, em termos da opção pelos pobres que se tornou característica da Teologia da Libertação. Ao afirmar isto, faço menção ao fato de que o ideário franciscano combinou bastante com as ênfases, mais amplas, da Teologia da Libertação; não pretendo de forma alguma traçar a origem da Teologia da Libertação aos franciscanos, o que seria falso). Compreender o caráter histórico das formas de espiritualidade opera uma enorme libertação: liberta-nos de nos obrigarmos à vivência específica da fé sob formas que, efetivamente, já não nos dizem nada. Em suma, eu não preciso viver a espiritualidade como os metodistas do século XVIII a viveram; posso encontrar formas atuais, próprias, de fazê-lo! Portanto, estamos falando em modelos múltiplos de espiritualidade. Que forma de espiritualidade é correta? A pergunta é errada em si mesma! Múltiplos contextos exigem múltiplas formas de vivência da fé. Ela não será vivida do mesmo jeito, em Osasco, em Nova York e em Moçambique. Fatores históricos, culturais, econômicos; características específicas dos tecidos sociais; o peso e as configurações das formas tradicionais de religiosidade; tudo isso dará origem a formas específicas de vivência da fé. Nada mais errado, nesse sentido, do que pretender a uniformização da espiritualidade. Entre as percepções centrais de nossa época está a valorização da diversidade. Isto precisa ser realidade também no que diz respeito às formas de vivência da fé. A padronização não pode ocorrer nem sequer no nível denominacional, como ocorria no passado recente protestante (“ser metodista é assim”; “ser batista é assim”); por mais preciosas que sejam essas e outras tradições, com suas ricas especificidades, encontraremos a necessidade de viver o legado central dessas tradições sob diferentes formas e com diferentes ênfases. Vê-se, por aí, quão distantes estamos daqueles anos (menos de meio século atrás) em que ainda se praticavam exclusões denominacionais apenas por conta do “falar em línguas”; hoje, não há denominação histórica no Brasil que não tenha seus “faladores de línguas” e que, portanto, não abrigue diferentes espiritualidades em seu seio! Não falamos apenas em modelos múltiplos, mas também em modelos integrais de espiritualidade. Trata-se da percepção, fundamental (e que não poderá ser adequadamente trabalhada aqui), de que o ser humano é um ser integral. Ele não é, como supúnhamos a partir de uma teologia mal direcionada, um compósito de “espírito”, “alma” e “corpo”, mas um ser integral cujas múltiplas dimensões (física, emocional, afetiva, intelectual, volitiva, devocional e outras) se encontram profundamente interligadas. Um projeto de espiritualidade que secciona nossa humanidade; que valoriza apenas determinados elementos da experiência humana (a fé, a devoção), mas nega outros (a sexualidade, os afetos, as necessidades materiais, o intelecto) – será sempre um projeto defeituoso e que gerará inúmeras patologias. Ao mesmo tempo, nossa época tornou-se, de forma inegável, uma época absorvida pela perspectiva holística (de hólon, “integral”, “total”; cf. 1 Tessalonicenses 5:23). O ser humano não aceita mais ser esquartejado em diferentes pedaços. Curiosamente, Oriente e Ocidente unem-se nessa perspectiva; e, fazendo isso, sem querer retornam a uma perspectiva profundamente bíblica, presente tanto no Antigo quanto no Novo Testamento! Vê-se facilmente que, para este autor, os problemas da teologia e da espiritualidade relacionam-se intimamente com a especificidade de nosso próprio momento histórico: este instante de guinadas e de definições no seio da modernidade no qual estamos vivendo. Como praticar, em nosso tempo, uma teologia e uma espiritualidade dotadas de relevância? Como encarar plenamente os desafios que a modernidade faz à fé cristã sem que a substância dessa fé se perca no processo? Os textos reunidos em Realização do homem, realização de Deus: ensaios de teologia e espiritualidade foram pensados a partir dessa problemática básica. Seus diferentes temas interligam-se a partir dessas questões de fundo e é à luz delas que devem ser compreendidos.
Escrito por Caroline Dias às 21h55
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SOMOS TODOS IGUAIS? Vivemos em um país em que o mito da democracia racial ainda é muito forte. Escuto muito de familiares, amigos, colegas de doutorado que no Brasil não existe racismo; que todos possuem as mesmas oportunidades e que se você realmente quiser superar os conflitos e injustiças sociais você consegue. Simples assim! Apenas uma questão de boa vontade. Quando ouço coisas deste tipo, lembro-me dos tempos de criança, quando uma amiga de minha mãe olhava para mim e para o meu irmão e dizia: “-Que lindo seus filhos! Mas se ela fosse da cor do menino, seria mais linda ainda!”. Ou ainda em minha adolescência quando a mãe do meu namoradinho disse que não aprovava o nosso relacionamento por eu ser “escurinha”. Estas duas situações são difíceis de serem esquecidas e ignoradas... e mostra de como o racismo de maneira sutil, o que o torna mais difícil de ser combatido, ainda é bem presente em nossa “Pátria Mãe Gentil”! Quando pensamos na igreja, achamos que este tipo de problema também não existe. Com um discurso de que “somos todos iguais” ou ainda “um só em Cristo Jesus”, somos levados a não refletir sobre as questões de raça e etnia nos espaços religiosos. Outro engano... Nossas igrejas, na grande maioria das vezes, pregam de maneira oculta o que chamamos de “racismo institucional”, ou seja, “quando uma organização ou instituição coletivamente deixa de oferecer um serviço adequado e profissional às pessoas por causa da cor, cultura ou origem étnica” (Conselho Mundial de Igrejas, 2004, p. 12-13). Marco Davi de Oliveira explica que o racismo institucional pode ocorrer em nossas igrejas por intermédio da teologia, da educação e pela falta de referências; ou seja, possuímos uma teologia centrada na cultura euro-estadunidense que demonizou e tornou inferior tudo o que poderia lembrar a cultura africana, negra; nossa educação religiosa não reflete sobre temas polêmicos, como os que envolvem a sexualidade e o racismo, como se eles simplesmente não existissem, ou ainda, não tivessem tanta importância; e por fim, é notória a pouquíssima referência de homens e mulheres negras na liderança das igrejas. O livro FÉ, EXPRESSÃO E CULTURA é uma tentativa de diálogo com esta questão tão pouco debatida no cenário evangélico. Nossas igrejas contribuíram para que a situação de discriminação e marginalização dos negros no Brasil fosse por tanto tempo perpetuadas e por isso, temos uma dívida a pagar. Acredito que um primeiro passo está sendo dado... Alguns nomes do cenário evangélico estão escrevendo e posicionando-se quanto esta questão, o reconhecimento da existência do problema é o primeiro passo para superá-lo. Precisamos, urgentemente, de uma leitura bíblica que desenvolva a cidadania à cultura negra afro-descendente e uma teologia que reflita “criticamente sobre os fundamentos e a coerência interna de sua própria tradição de fé” (SOARES, 2008, p. 34) se quisermos que a nossa evangelização continue a ser um acontecimento de Boas Novas, e não um escândalo, ou ainda um veículo cultural estranho. E você? Já pensou sobre isto? Sua igreja, seu pastor, professor de escola bíblica já conversou com você sobre esta questão? Não? Que tal começar agora?
Conselho Mundial de Igrejas. Justiça Transformadora: Ser Igreja e Superar o Racismo. Geneva, Suíça, 2004. OLIVEIRA, Marco Davi de. A religião mais negra do Brasil. São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2004. SOARES, Afonso M. L. No espírito do Abbá: fé, revelação e vivências plurais. São Paulo, SP: Paulinas, 2008.
Escrito por Caroline Dias às 01h48
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Teologia da Missão Integral
Na América Latina, no final da década de 60 e começo da década de 70, teve início uma “nova maneira de fazer teologia teologia”. No mundo católico e protestante ecumênico ela foi chamada de TdL – Teologia da Libertação, e no meio protestante evangelical latino-americano (o uso desse termo anglo-saxônico visa reforçar o diferencial do movimento histórico já que no Brasil todo protestante é também chamado de evangélico) o nome era Missão Integral. Nos dias atuais já temos a segurança de chamar de TMI – Teologia da Missão Integral, pois já possuímos produção suficiente para reconhecê-la como tal. A TMI é uma forma de teologia que afirma a prioridade do contexto (percebido de modo integral), a primazia da Palavra (que a constitui como autoridade máxima sobre qualquer outro dado do fazer teológico, mas lida de modo contextual) e a mediação multi-disciplinar (não de uma única ciência ou área do conhecimento humano), em vista da abordagem integral, tanto para a compreensão da realidade, como para o tratamento hermenêutico das Escrituras. A teologia, nesse caso, não possui um fim em si própria, mas visa a ação missionária da Igreja no mundo. Ela parte da compreensão que não há teologia verdadeira se não for missionária, ou seja, se não pretender o conhecimento de Deus no mundo e não há missão real se não for teológica, ou seja, partir de um sério conhecimento de Deus. Para a TMI Teologia sem missão é pura teoria e missão sem teologia não passa de ativismo religioso. A TLA- Teologia Latino-americana em geral é um verdadeiro convite à Teologia a se refazer. No caso da América Latina, mais do que uma simples teologia da missão, ela propõe ser uma nova teologia, que faz da missão o lugar de onde pretende pensar a fé. O livro Teologia da Missão Integral pretende contar essa história, da TLA – Teologia Latino-americana, e fazer apontamentos sobre o como se faz TMI – Teologia da Missão Integral, principalmente com vistas a estimular teólogos que se reconhecem latino-americanos a dar continuidade à essa pesquisa.
Escrito por Caroline Dias às 12h19
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O QUESTIONAMENTO COMO CAMINHO PARA UMA TEOLOGIA SADIA NO LIVRO DE JÓ A questão central no livro de Jó é o questionamento das verdades teológicas apresentadas. “O título do livro: Perguntas sem respostas? apresenta aquilo que julgo ser o centro da história. Afinal, juntamente com as afirmações dogmáticas e cheias de certezas que percorrem o livro na boca dos amigos de Jó, há indagações profundas que se sobrepõem às certezas, tornando-se molas propulsoras para o desenvolvimento da narrativa. A dúvida, e não a certeza, é o elemento pedagógico do livro” (LEONEL, 2009, p. 12). Vemos no decorrer do texto uma disputa entre os pontos de vista de Satanás, Deus, Jó e os amigos. Todos afirmando, todos perguntando. Portanto, o “questionamento” é o elemento hermenêutico que deve orientar a leitura do livro de Jó. As perguntas surgem em razão de diversos ocultamentos. Há o ocultamento prático. Na realidade, todo o bloco que vai do capítulo 3 ao 41 está oculto para a maioria dos cristãos, visto que poucos lêem esses textos. Obviamente tal desconhecimento traz conseqüências para a compreensão do livro. A “aposta” entre Deus e Satanás (1.8-12) está oculta a Jó. O diálogo é revelado somente aos “leitores”. Desse modo, como leitores somos privilegiados ao sabermos mais do que o próprio Jó a seu respeito. Deus está oculto aos amigos de Jó. Embora se digam portadores da vontade de Deus para o amigo, Deus não lhes tem falado. Apenas no final Deus dirige-se aos amigos de Jó e, assim mesmo, para censurá-los (42.7-9). As declarações do narrador e de Deus a respeito da justiça de Jó (1.1,8,22; 2.3, 10;42.7,8) não são reveladas a Jó e aos participantes de seu drama. Todos eles constroem raciocínios desconhecendo o que Deus e o narrador afirmam a respeito do ancião sofredor. A importância de tais observações está em revelar a profundidade do conflito do protagonista: com os amigos, consigo mesmo, com Deus. Sua postura manifesta a luta frente ao desconhecido. Daí suas perguntas (Ex: 3.11-12; 6.11-12; 7.21). Mesmo desconhecendo todos esses fatos, Jó luta para manter-se fiel aos seus valores (a questão da coerência!). Esses dados, somados às informações privilegiadas fornecidas pelo narrador e por Deus, devem orientar-nos na maneira como devemos avaliar Jó e seus questionamentos. Jó é um homem em crise, mas que se mantém fiel. Fidelidade e crise não se somam facilmente com o fim de gerar vida. Os amigos de Jó as vêem em oposição negadora. Jó as vê em conflito. E nós?
Escrito por Caroline Dias às 11h17
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O livro De Vento em Popa (Fé Cristã e Música Popular Brasileira) narra a história do disco homônimo, gravado na década de 1970 e que representou um marco, um divisor de águas em se tratando de música cristã contemporânea e brasileira. Produzido pelo grupo Vencedores por Cristo, esse disco representou uma tentativa de diálogo entre a fé evangélica e a cultura nacional. O autor, Jorge Camargo, analisa essa tentativa e propõe respostas à pergunta sobre se esse diálogo efetivamente se deu. Em tempos de música gospel de gosto duvidoso, esta obra vem contribuir para o registro de um momento importante da história da música cristã no país, e também para a discussão dos rumos dessa música e desse diálogo nas gerações futuras.
Escrito por Caroline Dias às 23h44
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Deus entre gestos, cenas e palavras Autor: Alessandro Rocha ISBN: 978-85-61859-18-3 Páginas: 190 Formato: 16x 23 Valor: R$ 39,90 Nas palavras da teóloga brasileira Maria Clara Lucchetti Bingemer, o autor deste livro, Alessandro Rocha, é um teo-poeta, pois trata-se de um teólogo que não faz uma teologia que se reduz, apenas, a comentários da tradição dogmática da Igreja. Ao contrário, volta-se para o mundo no intuito de conversar (in) formalmente com a cultura de seu tempo, dialogando com a filosofia, mas, sobretudo, com a literatura.
Deus entre gestos, cenas e palavras é uma obra fascinante, pioneira e de elevado rigor acadêmico. Alessandro Rocha, com sua competência e habilidade, consegue como que reunir em uma mesma sala, diversos e distintos ícones da intelectualidade, como: Machado de Assis, Gregório de Matos, Gianni Vattimo, Eliane Caffé entre outros, para que através de suas falas, seja percebida uma teologia capaz de se expressar não somente por meio dos documentos oficiais da tradição religiosa.
A partir desta leitura prazerosa e instigante a cada parágrafo, nas palavras de sua competente prefaciadora, a teologia ganhará em vitalidade e juventude, animando-se a deixar os bastidores onde às vezes se esconde e lançar-se aos embates da diferença e ao reconhecimento do rosto de Deus nas várias alteridades que povoam a vida. Com certeza, uma leitura inesquecível!
Escrito por Caroline Dias às 21h26
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Dados Técnicos Religião e Alienação Autores: Paulo Romeiro e Yon Morato ISBN: 978-85-61859-22-4 Páginas: 168 Formato: 14 x 21 Valor: R$ 29,90 Paulo Romeiro e Yon Morato apresentam nesta obra um estudo sobre os sofrimentos e dilemas de muitos adolescentes testemunhas de Jeová.
Ao longo dos anos, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová tem-se mostrado impiedoso no tratamento de seus adeptos, principalmente nas questões de saúde e convívio social. Houve época no passado, em que a liderança do grupo proibiu o uso de vacinas e transplantes de órgãos.
A questão da transfusão de sangue ainda causa controvérsia dentro e fora do grupo. A fidelidade dos adeptos à assim chamada Organização de Jeová, tem destruído famílias e levado muitos fiéis à morte. Entre suas vítimas estão também os adolescentes. Muitos nem puderam decidir pela própria vida. Outros, como seus pais ou líderes religiosos, decidiram por eles.
Há ainda dentro da organização das Testemunhas de Jeová, ensinos e práticas que correm à margem do cristianismo. Assim, seus adolescentes enfrentam muita dificuldade no desenvolvimento de amizades com pessoas de fora do seu grupo, mesmo que sejam familiares. Suas crenças interferem até mesmo na formação intelectual e profissional dos jovens e, pode ser dito, em todas as áreas de sua vida.
Religião e Alienação pretende ser uma ferramenta para aqueles que desejam ajudar tais pessoas, numa faixa etária tão vulnerável, a encontrar um caminho de espiritualidade e convívio social saudáveis.
Escrito por Auxílio em vendas às 02h19
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